Veja a evolução das taxas dos principais tipos de empréstimos às pessoas físicas, nos últimos 12 meses,
compare-as com a Meta Selic
Evolução
mês
cheque especial %ao mês
crédito pesssoal %ao mês
consignado % ao mês
Meta Selic% ao mês
Volume Total R$ bilhões
dez/07
7,50%
3,19%
2,08%
0,89%
936
dez/08
8,79%
4,02%
2,26%
1,08%
1.227
nov/09
8,40%
3,06%
2,01%
0,70%
1.388
dez/09
8,26%
3,11%
2,02%
0,70%
1.412
jan/10
8,33%
3,13%
2,02%
0,70%
1.422
NOTA PARA A IMPRENSA-Banco Central - 24.02.2010
No âmbito das modalidades que constituem o crédito referencial
para taxas de juros, o saldo das operações destinadas a pessoas físicas
aumentou 1,8% em janeiro e 18,5% em doze meses, totalizando R$325,3 bilhões.
Destacaram-se os crescimentos de 1,7% em crédito pessoal e de 1,8% em
financiamentos para aquisição de veículos. As modalidades de crédito
rotativo, cheque especial e cartão de crédito, voltaram a apresentar
crescimento, após as reduções comumente observadas em dezembro, registrando
expansões respectivas de 5,1% e de 3,9%, em janeiro.
O custo médio do crédito referencial atingiu 35,1% a.a. em
janeiro, registrando incremento mensal de 0,8 p.p. e redução de 7,3 p.p. em
doze meses. Esse movimento concentrou-se nas modalidades com encargos
pré-fixados, cuja taxa média de juros apresentou elevação mensal de 0,9 p.p.
ao atingir 41,2% a.a. No mesmo sentido, o spread bancário registrou
incremento de 0,7 p.p. no mês e redução de 5,4 p.p. comparativamente a
janeiro de 2009, alcançando 25,1 p.p. Nos financiamentos a pessoas jurídicas,
a taxa média de juros subiu 1 p.p. em janeiro, mas recuou 4,5 p.p. na
comparação interanual, situando-se em 26,5% a.a. No mesmo sentido, o custo
médio das contratações realizadas pelas famílias registrou aumento de 0,3
p.p. em janeiro e diminuição de 12 p.p. em doze meses, atingindo 43% a.a.
A inadimplência do crédito referencial, considerados os atrasos
superiores a noventa dias, manteve a tendência de retorno a patamares mais
baixos, assinalando redução de 0,1 p.p. ao situar-se em 5,5%. Por segmento, a
inadimplência recuou 0,1 p.p., alcançando 7,7% nos empréstimos a pessoas
físicas, permanecendo estáveis em 3,8% nos financiamentos contratados pelo
segmento empresarial.