Veja a evolução das taxas dos principais tipos de empréstimos às pessoas físicas, nos últimos 12 meses,
compare-as com a Meta Selic
Evolução
mês
cheque especial %ao mês
crédito pesssoal %ao mês
consignado % ao mês
Meta Selic% ao mês
Volume Total R$ bilhões
dez/08
8,79%
4,02%
2,26%
1,08%
1.227
dez/09
8,26%
3,11%
2,02%
0,70%
1.414
mai/10
8,30%
3,03%
2,01%
0,76%
1.499
jun/10
8,46%
2,97%
2,02%
0,82%
1.529
jul/10
8,54%
2,98%
2,00%
0,85%
1.548
NOTA PARA A IMPRENSA-Banco Central - 24.08.2010
Entre as modalidades do crédito referencial para taxas de juros,
os financiamentos para aquisição de veículos permanecem apresentando
crescimento acelerado, com evolução de 3,6% no mês e de 36,7% em doze meses,
alcançando saldo de R$115,2 bilhões. O crédito pessoal alcançou expansões de
1,9% no mês e de 24,3% em doze meses, condicionadas pelo desempenho do
crédito consignado, equivalente a 60,1% do saldo total da modalidade, que
cresceu 2% e 31,8%, nas mesmas bases de comparação. As operações com cartão
de crédito, que compreendem a utilização de crédito rotativo, parcelamentos
com juros e saques em espécie, elevaram-se 1,3% no mês e 15% em doze meses,
somando R$28,9 bilhões, ao passo que o saldo da modalidade cheque especial,
R$17,4 bilhões, assinalou retração mensal de 3,2% e alta de 1,1%
relativamente a julho de 2009.
A taxa de juros média das modalidades que compõem o crédito
referencial situou-se em 35,4% a.a., com acréscimo de 0,8 p.p. no mês e
redução de 0,6 p.p. em relação ao mesmo período do ano anterior. Nesse
contexto, o spread bancário alcançou 24,3 p.p., assinalando-se incremento de
0,8 p.p. no mês e retração de 2,5 p.p. em doze meses. Nas operações
contratadas pelas famílias, a taxa média de juros alcançou 40,5% a.a., com
aumento mensal de 0,1 p.p. e retração de 4,4 p.p. em doze meses. A taxa de
juros para pessoas jurídicas registrou elevação de 1,4 p.p. no mês e de 2
p.p. em doze meses, atingindo 28,7%.
A inadimplência do crédito referencial, considerados os atrasos
superiores a noventa dias, apresentou estabilidade no mês, situando-se em 5%,
mantendo, entretanto, a trajetória decrescente em relação ao ano anterior,
com queda de 0,8 p.p. no período de doze meses. Os percentuais de atrasos dos
segmentos de pessoas físicas e de pessoas jurídicas mantiveram-se em 6,5% e
3,6%, respectivamente.