Line $ Invest - Fundos Line $ Invest - Ações Line $ Invest - Tendências Line $ Invest - Notícias

Email:
Senha:
* Esqueci minha senha ?
* Cadastre-se

Saúde Financeira

Nosso programa visa a qualidade de vida dos funcionários e o aumento do lucro da empresa



Avaliação Financeira
G R Á T I S



Dr. Previdência        


LIVROS


Veja nossas indicações
e vá direto à Livraria


Planejamento Financeiro

O que é? como fazer?


Reclamações
Veja o Ranking dos bancos mais reclamados


Histórico de taxas
Veja a evolução mensal e anual dos principais indicadores


Empréstimos
Veja a evolução das taxas dos principais tipos de empréstimos


Previsões
2012 e 2013

Veja as previsões para os principais indicadores


Fundos
Veja a rentabilidade média, por categoria de fundo

Invertia        
FINANCENTER Serviços
Planejamento Financeiro
Calculadoras
Investimentos
Empréstimos e Financiamentos
Indicadores Financeiros
Novidades no Financenter
Guia Profissional
Ranking
Dicas
Previdência
Cartões de Crédito
Imóveis
Consumidor
Notícias
Anuncie
Ajuda
Mapa
Fale Conosco
Busca
>> Dicas >> Carreira >> Empresas já importam funcionários
Empresas já importam funcionários

Falta de mão de obra qualificada leva companhias a recrutar pessoal no exterior e criar cursos universitários para treinar funcionários

O apagão de mão de obra qualificada no Brasil fez as grandes empresas nacionais se mexerem para tentar preencher vagas e evitar, num futuro próximo, um blecaute generalizado. A maior aposta é na formação, por conta própria, de profissionais especializados, por meio de universidades corporativas ou em parceria com instituições de ensino.

Quem não tem tempo para criar esse funcionário está à caça de mão de obra pronta no mercado brasileiro e lá fora ? numa movimentação considerada inédita, e que guarda apenas semelhanças com o que se viu na época da abertura econômica. Um estudo divulgado recentemente pelo Instituto de Pesquisa Aplicada (Ipea) estima que quatro setores, entre eles o de construção civil, terão dificuldades para preencher 320 mil vagas destinadas a profissionais com qualificação e experiência em 2010.

Pós-graduação na Vale. Na Vale, a procura principalmente por engenheiros fez a companhia retomar e intensificar programas de recrutamento, que estavam suspensos havia dois anos. Em alguns casos, temos vagas, precisamos deles, mas não encontramos os profissionais, disse a gerente de Atração para Seleção de Pessoas da mineradora, Hanna Meirelles.

Na semana passada, a Vale anunciou um processo seletivo para contratação de 51 engenheiros. Eles serão treinados para gerir novos projetos. É a primeira vez que a empresa oferece um curso de pós-graduação desse tipo para novos funcionários ? o que explica a novidade é a cifra de US$ 13 bilhões reservada a novos projetos nos próximos cinco anos.

No ano passado, a Vale já havia desenvolvido um programa de especialização nas áreas de mineração, ferrovia e portos. Não existem cursos de ensino superior para essas duas últimas áreas no Brasil. Por isso, a Vale formou gratuitamente os 120 engenheiros, sem o compromisso de contratá-los, mas acabou absorvendo 100% deles.

Rafael Ribas, de 25 anos, está nesse grupo. Deixou o mundo das telecomunicações, para o qual havia se preparado durante cinco anos, e começou a trabalhar numa ferrovia em São Luís do Maranhão, depois que passou pelo curso da Vale. Coloquei na cabeça que seria um engenheiro ferroviário para trabalhar numa área que, sem dúvida, vai crescer muito nos últimos anos.

AmBev treina 32 mil pessoas. A preocupação da AmBev em driblar o apagão de mão de obra também se reflete na formação interna. No ano passado, a cervejaria investiu R$ 16,3 milhões em sua universidade corporativa, que resultou no treinamento de 32 mil pessoas ? o número supera a própria quantidade de funcionários da AmBev, hoje em 24 mil.

É uma maneira de acelerar o desenvolvimento desse profissional na empresa e suprir mais rapidamente possíveis lacunas em cargos de gerência, afirmou Thiago Porto, diretor de gestão de pessoas da cervejaria. Segundo ele, a universidade terá mais R$ 20 milhões esse ano.

Em 2009, a busca por novos talentos na AmBev fez a companhia selecionar um número recorde de 60 trainees e ir à caça de estudantes brasileiros nas melhores universidades dos EUA. Na da Pensilvânia, conseguiu reunir cerca de 50 alunos para apresentar a empresa. O convite para a palestra chegou por e-mail: Atenção estudantes brasileiros, AmBev está na Universidade à procura de estagiário.

O carioca Marcelo Mansur, que cursa engenharia química na universidade, não fazia planos de voltar ao Brasil, mas foi seduzido. Quando você vai procurar trabalho aqui parece que o empregador está te fazendo um favor. A AmBev, ao contrário, estava nos convidando.

De encontros como esse, a empresa selecionou sete alunos para um estágio de verão, entre eles Mansur. Todos acabaram contratados depois da temporada de três meses no Brasil e assumem seus postos até o fim do ano, assim que concluírem a graduação.

Expatriados da Accenture. Com 7 mil funcionários no Brasil e 574 vagas abertas no mercado, a Accenture, consultoria multinacional em serviços de tecnologia e gestão, já estuda a possibilidade de trazer profissionais de sua unidade espanhola para atuarem no País.

O principal executivo da área de gestão de talentos da companhia, Rodolfo Eschenbach Júnior, começou a separar nos últimos três meses currículos de brasileiros que estão fora do Brasil, dispostos a voltar. Fomos pegos de surpresa. Não chegamos a sofrer tanto com a crise, mas também ninguém esperava essa aceleração, disse.

A necessidade de profissionais prontos fez o Estaleiro Atlântico Sul (EAS), em Pernambuco, buscar soldadores no Japão. Desde dezembro, a empresa tenta contratar 200 dekasseguis para poder atender a tempo as encomendas da Transpetro e da Petrobrás.

A falta de mão de obra qualificada abalou até a sólida política de formação de profissionais da construtora Odebrecht, que tradicionalmente alimenta os cargos de gerência com colaboradores que começaram na empresa ainda como estagiários. A estratégia única de formar em casa já não atendeu a demanda, tivemos de contratar recursos mais maduros e agilizar a aculturação, afirmou Antônio Rezende, responsável por Pessoas e Desenvolvimento, funcionário da construtora há três décadas.

Entre 2007 e 2009, 1.097 profissionais foram trazidos da concorrência. Para aculturá-los, a companhia desenvolveu um curso específico com duração de seis meses, que prevê sessões individuais com programas interativos de leitura e compreensão de textos.

Para ampliar o quadro de futuros executivos, a Odebrecht fará mudanças no programa de estágio deste ano. A empresa quer contratar estudantes no período de férias, com a intenção de levá-los para obras no interior e em outros Estados.

A questão fundamental para o engenheiro é a prática e é isso que precisamos proporcionar, disse Rezende.

Naiana Oscar
O Estado de S.Paulo – 03/04/2010





Links Relacionados

Veja nosso Menu de Dicas
Veja nosso Guia Profissional


Networking de primeira | A arte de negociar com ética no mundo corporativo | A árdua tarefa de buscar a independência financeira | CEO por temporada: será esta a nova tendência nas empresas? | Como atingir seus objetivos | Crise pune mais a baixa renda e menor escolaridade | Ser feliz aumenta seus anos de vida | Modelo de negócio | Novidades na rede | O desemprego dos mais educados | Educação é dinheiro | Empresas já importam funcionários | SALÁRIOS ATRAEM EXECUTIVOS DE VOLTA AO MERCADO | Estágios de vida distintos afetam relações na gestão familiar | Raízes jurídicas da informalidade no trabalho | A construção dos talentos | Falta tempo para os empreendedores | Site calcula chance de desempregado obter vaga | Qualificação: o que é isso? | Empregabilidade

VoltarTopo da PáginaImprimir

Termos de Uso - Aviso Legal
Copyright © 2001-2009 Financenter - Todos os direitos reservados.