As 10 Medidas do Bom Tomador de Empréstimos
Empréstimos
são um meio importante e saudável de capitalização e de realização dos sonhos
das pessoas e das empresas.
Normalmente,
os empréstimos são conhecidos como “capital de terceiros” e negociam-se nas
financeiras, nos bancos e outros intermediários financeiros autorizados.
Naturalmente,
os empréstimos têm um custo, que é repassado ao tomador final. A financeira
ou o banco devem fazer um esforço, para captar recursos na praça, a ponto de
deter um volume satisfatório, que satisfaça as requisições de montantes de
seus clientes e lhes proveja um retorno aceitável e digno. Neste sentido, é
freqüente que uma financeira ou um banco se veja a captar pequenos volumes de
numerosos pequenos poupadores e aplicadores, para dispor de linhas de crédito
que atendam aqueles que precisam de empréstimos.
Há
portanto um sacrifício e uma estrutura de captação, que é remunerada pelo
tomador. Ele “terceiriza” este serviço à financeira, que se imbui da
responsabilidade de encontrar os poupadores – leiam-se eles como os
capitalistas passivos – que dispõem de dinheiro para fazer aplicações. Estes
aplicadores buscam receber taxas altas para os seus depósitos, o que pode
puxar as taxas dos empréstimos para cima.
A
dinâmica das taxas de juros negociadas pelas instituições financeiras com
seus clientes define o retorno e o custo do capital. Decorre que ao
dirigir-se a um intermediário financeiro, esta dinâmica é a base da
negociação e há de ser considerada pelo tomador em potencial.
A seguir,
vejam-se dez medidas importantes para ser um bom tomador de empréstimos e
evitar dissabores com o mercado financeiro, cujo papel social de agente de
intermediação é certamente muito bem definido e consagrado. Não há uma ordem
de prioridade nos itens, o importante é que eles sejam monitorados,
acompanhados e resultem no sucesso pretendido com o alcance do crédito.
1) Esteja informado. Saiba quais são
as condições gerais e específicas do mercado de crédito. Procure obter dados
e informativos, que destacam a política monetária, as linhas de crédito
disponíveis, as características principais das linhas de crédito e os
intermediários que podem atender em potencial seus desejos;
2) Visite e conheça os agentes de intermediação
financeira. As financeiras terão o maior prazer em conhecer a sua
pessoa, as suas necessidades e os seus objetivos. Afinal de contas, o cliente
é seu alvo e há de ser conquistado. Descreva suas necessidades e anote as
propostas que recebe, para compará-las e verificar quem oferece condições
mais vantajosas;
3) Com paciência e detalhadamente as condições
contratuais e pergunte ao intermediário o que lhe parecer uma dúvida, para
ter certezas na operação por fazer. Um bom empréstimo é feito com um
contrato transparente, coerente e aderente. Ele deve ter todas as condições
de uma operação, bem estipuladas, para não deixar margem a dúvidas. De
preferência, o contrato deve ser fácil de ler e compreender, dispondo de
letras legíveis e que dispensam lupas, de tão pequeninas que podem ser certas
letrinhas;
4) Tome preços e condições de pelo menos três intermediários. Ao levantar as
propostas, busque várias alternativas. Não necessariamente a primeira será a
melhor. Quanto maior for o volume de recurso procurado, tanto mais valerá a
pena buscar opções e comparar preços, prazos, garantias, e valores de
prestações;
5) Verifique como são feitos os cálculos de juros a pagar
pelo crédito que for tomado. É bastante comum que cada intermediário
tenha um método aceito, correto, mas diferenciado de calcular o custo do
capital. Pergunte-se e verifique se a taxa com a qual se comparam os
ofertantes é a mesma: se efetiva, ou real, ou nominal, ou por dentro ou por
fora.
6) Note se o intermediário divulga informações e dados
regulares sobre a sua operação, em data e prazo confortável, para regularizar
as operações. Bom é não ter contratempos, nem surpresas. Então,
espera-se que o intermediário seja um bom parceiro, que ensina e informa o
tomador, apoiando e explicando satisfatoriamente as operações em seus
detalhes;
7) Verifique em que medida a financeira se compromete em
realmente lhe oferecer um serviço personalizado, que é acompanhado por um
oficial ou gerente de crédito com expertise e que não é descartado a qualquer
hora e sem aviso, pela instituição. É importante para um cliente ser
tratado como um rei. Afinal de contas, se ele paga em dinheiro, que é uma
mercadoria raríssima na praça brasileira, que todos querem, espera-se um bom
tratamento, diferenciado. Evite instituições que mudam a toda hora seus
atendentes, posto que um poderá não repassar o seu “caso” específico a outro atendente,
e aí seu serviço personalizado desaparece. Também evite quem não explica o
ato de demitir ou fazer rodar seu oficial de crédito, posto que é respeitável
o tempo gasto na explicação de suas necessidades, características e
interesses. Repetir tudo de novo tem altos custos para o cliente;
8) Faça um levantamento do perfil de risco do seu credor. Um bom credor
tem atributos, que dão evidências de qualidade, poder, capacidade,
respeitabilidade e estabilidade. Deve-se tomar crédito de preferência do agente
que tem conhecimentos e técnicas comprovadas na área de crédito; que tem
fundamentos evidentes de liquidez e de retorno institucional; que apresenta
capacidade de atender bem, rapidamente e com solicitude as demandas do
cliente; de quem está em dia com suas obrigações fiscais, monetárias, sociais
e de responsabilidade comunitária; e que tem endereço certo, com nome bem
estabelecido na praça;
9) Verifique as suas necessidades verdadeiras e cheque se
a instituição tem condições de atendê-las. Ao tomar um
empréstimo, ele fará provavelmente parte de uma estrutura de capitais,
composta de capitais próprios e de terceiros. Pergunte-se se o aporte do
empréstimo será útil; se gerará o caixa ou o resultado desejado; se
pressionará e em quanto o seu orçamento presente e futuro; e se as condições
gerais da combinação de créditos vai alavancar mesmo os seus interesses. Caso
positivo, haverá bons indicadores para tomar empréstimo;
10) Combine seu crédito com a sua capacidade de pagar. Um bom casamento
deve ser feito, para que se devolva e pague o que se deve. Pagar e devolver
satisfatoriamente o devido, é muito mais que um ato moral e o dever de um bom
cidadão. Pagar bem é abrir para si mesmo as portas de oportunidades melhores
e maiores. Ou seja, o bom pagador é premiado pelo que faz, pela sua decência
e se capacita ao apoio de mais e maiores financeiras e bancos, crescendo e
somando pontos, para um desenvolvimento melhor e maior. Portanto, evite os
calotes, os inadimplementos e os estresses financeiros, que são contraproducentes.
O bom
tomador ganha fama. A ele aportam e se dirigem os credores.
Pagando
em dia o devido, o cliente tomador vê rapidamente estender-se à sua frente um
tapete vermelho, que lhe concede créditos mais diversificados na natureza e
maiores no volume.
Desta
forma, atender as bases do devedor em face do credor, num procedimento
adequado, é certamente trilhar o caminho do sucesso.