VGBL pode ser opção para herança
Esse
tipo de plano de previdência não entra no inventário, o que facilita o acesso
dos herdeiros aos recursos acumulados
Fazer um plano de
previdência aos 80 anos parece absurdo? Mas não é.
Entre as inúmeras
opções de produtos desse tipo nas prateleiras dos bancos, há o VGBL(Vida
Gerador de Benefício Livre), em que é possível incluir nomes de beneficiários,
visando à garantia de renda aos
herdeiros.
“O VGBL é uma das
opções para o planejamento sucessório”, diz o consultor
Caio Torralvo,
especializado em finanças pessoais.
Silvio Paixão,
professor de finanças da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis,
Atuariais e
Financeiras (Fipecafi) conta que a principal vantagem de ter um VGBL
objetivando à herança é o fato de o patrimônio do plano não entrar no
inventário.
“Por isso, torna-se
uma ação muito adequada para a sucessão”, afirma.
O processo de
inventário costuma ser caro e demorado, principalmente por causa
da burocracia. “Como o
plano não entra nesse procedimento, no dia seguinte à
morte do titular, os
beneficiários já podem usufruir do dinheiro”, detalha o economista Marcos
Crivelaro, professor da Fiap.
O dinheiro depositado
pelo titular do plano durante a vida pode ser utilizado pelos beneficiários de
duas formas – a depender da maneira como o contrato do plano foi determinado.
A primeira opção é o
saque de todo o valor depositado.
A outra, segundo
Crivelaro, é o saque mensal de um valor, que também é predeterminado no
contrato, até que se esgote a reserva.
Taxas. Caio Torralvo
salienta, no entanto, que, antes de tomar a decisão sobre o que fazer
Com o patrimônio que
ficará para os herdeiros, é preciso pesquisar.
“Há muitas opções no
mercado. Para cada caso, há uma indicação específica”, diz.
Ele lembra que, nos
planos de previdência, há uma série de custos cobrados pela instituição
financeira para a administração dos recursos.
“Há taxa de
carregamento, de administração e, às vezes, outros custos”, comenta. “Por
isso, mesmo se você
decidir qual investimento fará, é importante também comparar o
que cada instituição
oferece, já que as características podem variar bastante”, sugere.
Paixão, da Fipecafi,
também chama atenção para a importância de pesquisar as alternativas.
“O mercado financeiro
tem cada vez mais opções de investimentos. Por isso, para
decidir o que fazer, é
preciso estudar as modalidades para que não haja arrependimento”
Roberta Scrivano
O Estado de
S.Paulo – 23/-8/2010