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Nos seus negócios bancários

Empréstimo
Em tempos de crise, quando a situação aperta, ou quando o desemprego bate à porta, um dos grandes desafios é manter as contas em dia. Com receio de não poder pagar suas contas e passar a fazer parte de listas de maus pagadores ou ter seu nome enviado ao cadastro do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), muitas pessoas entram num buraco cada vez mais fundo, que é tomar dinheiro emprestado de agiotas.
Embora já existam leis para conter a ação desses aproveitadores, eles continuam agindo livremente e levando muita gente ao desespero, por não conseguir pagar suas dívidas. Nunca é demais lembrar: por pior que seja a situação, fuja dos agiotas - eles não respeitam nenhuma regra na hora de emprestar dinheiro.
Na prática, isso quer dizer que eles podem cobrar (e cobram) mais de 50% de juros; há casos de cobrança de mais de 100%. Na hora da cobrança, não faltam ameaças, que vão desde levar o nome do credor ao SPC até a tomada de bens, como telefone, carro, terreno ou mesmo ameaças de morte.
Se você estiver precisando pedir dinheiro emprestado, procure um banco ou uma empresa de crédito.
Saiba que no mercado existem dois tipos de empréstimos, o pessoal e o financiamento. No primeiro caso, você faz o empréstimo e não precisa explicar o que vai fazer com o dinheiro. E o financiamento é feito com uma determinada finalidade: a compra de um imóvel, um carro ou telefone.
Mas, não é porque você está endividado e precisando de dinheiro, que vai entrar no primeiro banco ou empresa de crédito e pedir um empréstimo.
Antes, são necessários alguns cuidados, como:
- pesquisar qual instituição financeira oferece a menor taxa de juros. Saiba que no caso de atraso, a cobrança é feita com juros sobre juros, o que aumenta o saldo devedor;
- evitar fazer um financiamento ou empréstimo para pagar em muitas parcelas, pois quanto maior o prazo, maior a dívida. Todo empréstimo implica à assinatura de um contrato, que deve ser examinado com calma.
Verifique cada detalhe: taxas de juros, serviços cobrados, multa por atraso de pagamento ( que não deve ultrapassar a 2% ao mês). Em caso de dúvida, ou seja, se alguma cláusula não estiver bem clara, não assine. Peça primeiro a orientação de um advogado, um contador ou à um órgão de defesa do consumidor.

Habitue-se a ler os documentos antes de assiná-los e nunca assine nada sem que não esteja totalmente claro para você. Risque todos os espaços em branco e exija sempre uma cópia dos documentos.


Serviços Bancários
Os bancos são prestadores de serviços financeiros, de crédito e seguros. Eles seguem as normas do Conselho Monetário Nacional., através das resoluções do Banco Central. E, como prestadores de serviço, estão submetidos também ao Código de Defesa do Consumidor.
Cada serviço tem normas e mecanismos específicos. Alguns, podem ser cobrados do consumidor, outros, não. No caso dos serviços cobrados, é bom saber que os preços variam de banco para banco, o que pode representar gastos desnecessários, caso não seja feita uma boa pesquisa para fazer uma boa escolha.

Mas fique atento! Nenhuma taxa pode ser cobrada se não tiver sido informada ao consumidor.
Antes de abrir uma conta bancária, leve em conta os serviços oferecidos e quanto é cobrado por eles, além do atendimento, comodidade e as vantagens oferecidas pelo banco.
É importante comparar as tarifas cobradas por vários bancos pelos serviços utilizados de fato, pois, muitas vezes, paga-se até pelo que não se usa e isso é prejuízo na certa!

Fonte: Salve seu Bolso de Luisa Borges
O mais completo guia para antes, durante e depois da compra



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