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>> Empréstimos e Financiamentos >> Pontos de Atenção >> Capacidade de Pagamento
Capacidade de Pagamento

Vejamos duas questões muito comuns, relacionadas às compras a prazo.

 

a-       “Vou comprar um bem que custa à vista de R$ 10 mil, ou pode ser financiado em 60 meses com prestações mensais de R$ 253,93, com juros de 1,5% ao mês.Tenho esse valor investido.
O que é melhor: financiar ou pagar à vista”

b-       “Faço novas dívidas para pagar prestações que não cabem no meu orçamento”

 

Vamos quantificar os exemplos:

Investimento R$

Juros  ao mês

Prazo = meses

Valor no final do prazo  R$

Prestação  R$

Condições (ver comentários abaixo)

10.000

0,80%

60

48º mês = (129,49 )

253,93

A1

1,70%

60

1.700,95

253,93

A2

 

5,00%

60

( 89.787,02 )

253,93

B1

 

10,00%

60

( 770.643,90 )

253,93

B2

 

1,00%

60

20.738,73

253,93

B3

 

1,50%

60

0,00

253,93

C

 

Condições:

A- Mantém o investimento E faz a compra financiada:

A1- neste caso você mantém os 10 mil investidos, que rendem  0,8% a.m. líquidos de Imposto de Renda,  e vai resgatando R$ 253,93 por mês para pagar as prestações:
no 48º mês faltará dinheiro: o rendimento: ( 0,80% ) do valor investido é menor que o custo do empréstimo: ( 1,50% ).

A2- esta alternativa só é recomendada quando o rendimento LÍQUIDO do investimento for MAIOR que o custo do empréstimo (nesta simulação o rendimento do valor investido foi arbitrado em 1,70% e o do empréstimo 1,50%): neste caso você resgatou mensalmente o valor da prestação e no 60º mês ainda tem saldo investido de R$ 1,7mil


A recomendação para esta questão é:
Se a taxa do financiamento for maior que a rentabilidade LÍQUIDA do investimento, resgate a aplicação e pague à vista.
Só é recomendado manter o investimento e financiar, se ocorrer a condição A2.

 

 

B- Paga dívidas antigas com dívidas novas:

B1- caso em que você não consegue pagar a prestação com sua renda e mensalmente apela para outra fonte de financiamento, só que esta tem taxa de 5%:
no 60º mês você quitou a última prestação da dívida original que era R$ 10 mil, e está com outra dívida de R$ 89,8 mil

B2- mesmo caso do exemplo anterior. Vamos considerar que todo mês você saca do cheque especial para pagar a prestação: no 60º mês você quitou a última prestação da dívida original que era R$ 10 mil, e está com outra de R$ 770,6 mil

B3- mesmo conceito, você não consegue pagar a prestação com sua renda e mensalmente apela para outra fonte de financiamento com taxa de 1%, que é menor do que a da dívida original (1,5%): no 60º mês você quitou a última prestação da dívida original que era R$ 10 mil, e está com outra de R$ 20,7 mil

 

A recomendação para esta situação é:

Nunca pague dívidas antigas fazendo novas dívidas, mesmo que os juros das novas sejam menores que o das antigas.
Porque? A nova dívida será correspondente ao principal mais os juros da antiga.

A título de ilustração, no caso B3, se o credor da nova dívida concordar em receber parcelado, em 60 meses, a prestação será de R$ 461,32, enquanto na dívida original era R$ 253,93.


Atenção:
1- Substituir uma dívida antiga por outra, com juros menores, só é recomendado no caso de liquidação antecipada da dívida existente sendo que o valor pago exclua os juros futuros.

 

2- Se você não estiver conseguindo pagar a prestação, negocie com o credor o alongamento do prazo e/ou abatimento do valor, de forma que a prestação “caiba no seu orçamento”.

 

 

C- Endividamento Consciente

Condição em que você consegue pagar TODAS as prestações, com sua renda.
Esta é a situação ideal, você antecipou seu projeto, ou a realizou seu sonho, terminado o prazo do financiamento você quitou integralmente a dívida.

 

 Antes de se endividar, faça seu Orçamento, e calcule capacidade de pagamento:

1- evite comprometer mais que 30% de sua renda para pagamento de prestações de dívidas

2- só entre em dívidas “boas”, por exemplo:

§         custear educação,

§         comprar um bem essencial

3- fuja de dívidas “ruins”, por exemplo:

§         Manter um tipo de padrão de vida que não combina com sua renda

§         Sustentar caprichos e vícios

Benigno Ares

Set/2008
Financenter




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