|
Um
estudo do SpiderLabs,
laboratório de segurança da Trustwave, baseado em
testes de invasão a sistemas de informações das empresas, mostrou que o setor
de hotelaria é, de longe, o segmento de negócios mais sujeito a sequestro de
dados e à práticas criminosas com cartões de pagamento.
Realizados em 24 países e envolvendo 218 empresas de diferentes áreas, os
testes de intrusão posicionaram os hotéis em um nível de vulnerabilidade que
atinge os 38% em relação às tentativas de ataque.
De acordo com Jarrett Benavidez,
diretor da Trustwave para a América Latina, um dos
causadores dessa vulnerabilidade são as milhares de reservas de hotéis, realizadas
através de e-mail comum e contendo um grande número de dados críticos dos
clientes.
“A reserva de quarto por e-mail ou formulário eletrônico sem proteção –
muitas vezes com adiantamento de taxas via cartão de crédito - é uma das
práticas da hotelaria mundial que precisam ser repensadas para melhorar sua
segurança”, analisa o executivo.
Segundo ele, com a chegada das férias de verão, a Trustwave
prevê a ocorrência de grandes picos de invasão, tanto aos sistemas de hotéis
quanto de bares e restaurantes, cujo índice de vulnerabilidade chega a 13%
dos incidentes pelos dados do SpiderLabs.
Na avaliação do executivo, estes dois focos de insegurança - que juntos
respondem por 51% das vulnerabilidades - podem tornar inócua boa parte do
esforço dos bancos e operadoras de cartão, no sentido de implantar redes
seguras, com práticas de autenticação, criptografia de dados e uso de
sistemas de segurança.
“Ao fazer suas operações empregando a Internet pública e sem obedecer a
regras rigorosas de conformidade com as normas de segurança, estes
estabelecimentos contaminam toda a cadeia de transações e geram prejuízos
gigantescos para todos os seus elementos”, acrescenta Benavidez.
Segundo ele, a indústria de cartões de pagamento necessita urgentemente
exigir dos hotéis, restaurantes e do varejo em geral a adesão à padrões
rigorosos de segurança de transações, como é o caso
do padrão PCI-DSS, que especifica exigências de segurança para este tipo de
transações.
Além do sequestro ou roubo de dados via web, os especialistas em crimes
contra hóspedes de hotel criaram um verdadeiro arsenal de ataque, usando o
ambiente físico. Ente eles estão o uso de aparelhos conhecidos como
“chupa-cabra” (grampos para clonagem de cartões e roubo de senha), plugados
nos ATMs (caixas eletrônicos de autosserviço), que
os bancos instalam em hotéis e o emprego de interceptores de redes sem fio,
que são capazes de captar as transações com terminais de pagamento móvel.
Os criminosos costumam também roubar dados de notebooks, através de conexões Wi-fi pouco seguras realizadas nos hotéis ou até através
de conexões bluetooth
feitas de forma clandestina, com os Smartphones, iPads
ou similares usados pelos hóspedes.
“Considerando-se que cartões de crédito sejam a forma de pagamento e saque
praticamente obrigatória para quem viaja e se hospeda em hotéis, a sugestão
para os usuários é a de vigilância máxima sobre suas contas de cartão durante
o período de viagem”, acredita diretor da Trustwave.
http://www.executivosfinanceiros.com.br/noticias_mostra.asp?id=70648
|