Educação financeira chega às escolas da rede pública
Programa
da CVM em parceria com o MEC começará em agosto em 900 escolas de
seis Estados
A partir de agosto, 900 escolas públicas estaduais de cinco Estados -
São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Ceará e Tocantins
- começarão a aplicar o tema "educação
financeira" para as classes do ensino médio. A novidade é
uma iniciativa dos órgãos reguladores do setor financeiro
nacional, coordenada pela Comissão de Valores Mobiliários
(CVM), em parceria com o Ministério da Educação (MEC) e
o apoio do Instituto Unibanco.
Livros e
cadernos de exercícios foram preparados especificamente para os alunos.
Aos professores, também serão doados livros que terão
uma espécie de "roteiro" a ser seguido durante as aulas.
"O tema vem como um complemento e não como uma
matéria", explica José Alexandre Vasco, superintendente de
Proteção e Orientação aos Investidores da CVM.
Jaqueline
Moll, da secretaria de Educação
Continuada, Alfabetização e Diversidade do MEC, explica que a ideia é inserir a educação
financeira em diferentes disciplinas, como português, história,
sociologia, geografia e matemática. "O currículo escolar
precisa responder ao conhecimento clássico e à vida
contemporânea, e esse tema está sendo introduzido com esse
intuito."
Vasco diz
que essa primeira etapa é um projeto-piloto para que, até o fim
do ano, o desempenho do programa seja analisado e, a partir dos resultados, ser ampliado para as outras escolas e outras
séries. "Em 2011, começaremos o projeto-piloto nas
séries do ensino fundamental."
O
material didático foi elaborado pelo Instituto Unibanco, com o aval
dos agentes do setor financeiro e aprovado pelo MEC.
Wanda Engel, superintendente
executiva do Instituto, esclarece que o conteúdo trata assuntos como
consumo consciente, planejamento financeiro, além de explicar as
funções dos incontáveis produtos financeiros que
estão disponíveis no mercado hoje.
Os
envolvidos no projeto também dizem que o objetivo não é
estimular o crescimento do mercado, tampouco promover estímulos
à utilização de produtos financeiros. "Por isso, a
abordagem será técnica e imparcial", garante Vasco, da
CVM.
Para
conseguir aplicar o que chamam de "abordagem técnica", os
professores da rede pública foram capacitados pelo Instituto Unibanco.
"Nós capacitamos multiplicadores", diz Wanda.
Isso quer
dizer que, para cada 10 professores, foi capacitado um que será
encarregado de passar (ou multiplicar) o que ensinou aos outros colegas. No
decorrer do semestre, o Instituto também manterá um orientador
do assunto em cada uma das escolas selecionadas pelo projeto.