Nos
primeiros seis meses do ano, as vendas do Tesouro Direto - sistema de compra
e venda de títulos públicos pela internet - somaram R$ 1,818 bilhão, 82,16%
maior que os R$ 998,75 milhões registrados no mesmo período de 2010. Apenas
em junho, o volume vendido somou R$ 264,87 milhões.
O
número de investidores cadastrados também apresentou forte expansão no
período: 34.981 aplicadores passaram a fazer parte do sistema no primeiro
semestre, número 83,15% superior aos 19.099 registrados de janeiro a junho do
ano passado. Somente no mês passado, 3.644 participantes se cadastraram no
Tesouro Direto.
As
Letras do Tesouro Nacional (LTN) - títulos com rentabilidade definida no
momento da compra - foram as mais procuradas, respondendo por 33,99% das
vendas. Em seguida ficaram as Notas do Tesouro Nacional (NTN-B) Principal,
que pagam a variação do IPCA mais uma taxa de juros no vencimento. Esses
papéis tiveram participação de 27,18% nas vendas do mês. No terceiro lugar
aparece a NTN-B Principal - similar à NTN-B, mas que paga um retorno
semestral ao investidor -, com 21,86%.
Já
os papéis pós-fixados, as Letras Financeiras do Tesouro (LTN), que acompanham
o overnight Selic, fecharam junho com participação de 13,93% das vendas. As
Notas do Tesouro Nacional série F (NTN-F) - que têm características similares
às LTNs, mas pagam um retorno semestral - responderam por 3,05%.
As
vendas de títulos com prazo entre 1 e 5 anos representaram 73,62% do total de
junho. Já aqueles acima de 5 anos corresponderam a 19,64% do total.
Os
pequenos valores continuaram liderando, com aplicações até R$ 5 mil
representando 59,35% em junho. O valor médio por operação foi de R$ 14.018. E
o total de títulos em poder dos investidores, o estoque, fechou junho em R$
6,01 bilhões.
No
que se refere à rentabilidade dos títulos, em junho, destaca-se a LFT com
vencimento em março de 2012, que apresentou retorno de 0,99% no mês,
beneficiada pela alta das projeções de juros do mercado. Já os papéis
indexados à inflação, especialmente os mais longos, sofreram pois sua parcela de juros é prefixada. As NTNs-B Principal para 2035 tiveram a maior perda, de
7,71% no mês, pois seu preço precisa se ajustar para baixo por conta do juro
mais alto. Apesar de toda essa queda, o papel ainda rende 15,13% em 12 meses
encerrados dia 19 de julho.
As
NTNs-B para 2035 caíram 3,21% em junho, enquanto as mais curtas, para 2012, ganharam 0,93%. Nos prefixados,
destaque para as longas, para 2021, subiram 0,98%.
Autor(es): Luciana Monteiro
| De São Paulo
Valor Econômico - 20/07/2011