BC prevê aumento do volume de crédito no país
BRASÍLIA. A recuperação
do mercado de crédito brasileiro nos últimos meses, com aumento nos empréstimos
e reduções nas taxas de juros, levaram o Banco Central (BC) a melhorar a sua
previsão sobre a participação do volume de empréstimos no Produto Interno
Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país) deste ano, de 45%
para 47%, reforçando o recorde histórico.
Isso ocorreu porque a
previsão inicial foi atingida em julho, quando o estoque total do crédito do
país chegou a R$ 1,311 trilhão, com aumento de 2,6% sobre junho.
No mês passado, segundo o
chefe do departamento Econômico do BC, Altamir Lopes,
esse salto foi bastante influenciado pela operação de empréstimo de R$ 25
bilhões feita pelo BNDES à Petrobras. Até junho, o saldo de crédito total no
país representava 43,9% do PIB.
— Ainda temos alguns
pontos que merecem atenção, como o crédito livre voltado para pequenas e
médias empresas.
Mas o mercado de crédito
está crescendo bem — disse ele.
Cortes da Selic puxaram para baixo juros
do crédito As reduções na Selic feitas pelo BC, que
somaram 5 pontos percentuais entre janeiro e julho passados, continuam sendo
refletidas nas taxas aos consumidores.
Para pessoa física, por
exemplo, ela vem recuando desde dezembro passado, e fechou julho a 44,9%, o
menor patamar desde dezembro de 2007 (43,9%). Em agosto, até o dia 14, esta
taxa média já havia caído mais 0,3 ponto percentual,
para 44,6%. O mesmo ocorre com os spreads, que, em agosto, caíram
0,4 ponto para 37,4 pontos percentuais para as famílias.
O Globo - 27/08/2009
Patrícia Duarte
http://clippingmp.planejamento.gov.br/