Nos tempos modernos de alta competitividade não se pode
delegar para a empresa, a tarefa de cuidar do plano de carreira das pessoas.
Antigamente, a empresa era responsável pelo crescimento profissional, bastava
conseguir entrar em uma grande empresa que o futuro estava garantido.
Hoje, tudo mudou, você não trabalha para ela! Você trabalha nela para se
desenvolver. Usa a estrutura que ela fornece para aprender e crescer,
oferecendo em troca o seu trabalho.
Com este novo posicionamento, o profissional estará muito mais consciente do
seu papel. Não é de servo. Nós não podemos estar dependentes do que pensa e age
uma empresa. Devemos é estabelecer uma posição de parceria. Se a empresa é útil
para mim, estarei lá. Se não for, sairei de lá. E o inverso também deverá
acontecer, se eu não for uma ferramenta necessária, bye, bye!
Hoje, a busca é para ter uma grande empregabilidade (vamos esquecer a palavra emprego).
O profissional deve desenvolver competências e habilidades como se fosse
verdadeiramente um “recurso humano” que deve valorizar-se dia-a-dia. Quer
avaliar como anda a sua empregabilidade? Quantos convites recebeu para trocar
de empresa? E para desenvolver um trabalho paralelamente?
Vamos analisar o extrato do seu investimento. Não é assim que fazemos com o
recurso financeiro (dinheiro)? Será que eu investi corretamente na minha
carreira nos últimos tempos? Há um ano atrás, quanto eu ganhava de salário? E
qual era o valor que o mercado normalmente pagava para alguém como eu? E hoje,
quanto ganho e qual deveria ser o salário justo? Se eu estiver recebendo menos
que o mercado, vou ficar esperando meu chefe e minha empresa resolverem ser
justos ou irei buscar o meu reconhecimento me desenvolvendo?
Deve analisar as suas competências e o mercado para identificar onde quer/pode
chegar e quando chegar. Qual a meta da sua vida? Quem será você? Só assim você
dará os passos certos, na direção e hora devida. Estabelecer metas que atuem em
todas as mais diversas áreas de sua vida para a conquista da felicidade e da
realização pessoal. E não apenas financeiras ou hierárquicas.
Deve-se conquistar a empregabilidade vitalícia sem ousar pensar em emprego
vitalício. Isto é, tornar-se um profissional preparado para o novo mundo, desta
maneira você não terá emprego garantido, se perder o seu, várias empresas vão
vir loucos atrás de você.
Hoje, o mundo necessita de respostas mais rápidas, sendo necessário que as empresas
administrem seus recursos, com maior concorrência, com o consumidor mais
esclarecido, com a carga tributária espremendo e ainda tendo que crescer e ser
lucrativa.
O nível de desemprego cresce assustadoramente, pois existem pouquíssimas
pessoas realmente preparadas. Vivemos uma grande ambigüidade. Cada vez mais, as
empresas suplicam por líderes que potencializem seus resultados. Buscam
profissionais que assumam a liderança no chão da fábrica, no balcão da loja,
dentro do escritório. Existe necessidade de ação na hora do acontecimento. Não
dá para esperar ir perguntar ao chefe o que fazer. Tem que agir! E o incrível
que as pessoas estão cada vez mais desempregadas!
O mundo mudou e as pessoas não se prepararam. Existe carência de bons
profissionais e de empregos. Temos que mudar esta situação e nos preparar para
esta realidade.
Para obter maior empregabilidade é necessário desenvolver as competências
técnicas e abstratas. As técnicas são os seus conhecimentos mensuráveis de
apredizagem. A sua formação curricular. Não se deve ir à escola porque é moda
ou para conquistar canudo e depois aprender na vida profissional. Escola é a
oportunidade de desenvolver conhecimento e habilidade de relacionamento
interpessoal. É o laboratório da sua vida pessoal e profissional.
Sabemos que é necessário ter graduação universitária, fluência em mais de um
idioma, conhecimento avançado em tecnologia, pensando digitalmente. Estes itens
são a condição mínima para entrar no jogo. Sem isto não dá para disputar, nem
entrar em campo para o verdadeiro jogo do campeonato. Este campeonato envolve
liderança de mercado, significa liderar centenas de pessoas, ter a
possibilidade de estimular as pessoas para que elas conquistem melhor qualidade
de vida para suas famílias e envolve muito dinheiro, tanto da empresa quanto o
que você poderá levar para casa. Só os melhores terão acesso a este mundo. As
empresas vivem enfrentando as diversidades e só um grupo preparado para
enfrentar tudo e todos poderá reverter a situação e gerar resultados positivos.
Precisamos de pessoas que possam carregar o piano e resolver.
Porém, o mais importante é desenvolver as competências abstratas. São elas que
fazem a diferença na hora do show. E normalmente aprendemos isso na escola.
Habilidades como flexibilidade na hora do aperto, criatividade para fazer mais
com menos, ponderação e equilíbrio na hora de uma decisão importante,
competitividade para sermos mais produtivos, visão e carisma para estimular as
pessoas a agirem não são regularmente ensinadas. Competência técnica sem
inteligência emocional, que são habilidades abstratas, não significa muita
coisa.
A Universidade de Harvard fez certa vez uma longa pesquisa, onde acompanhou por
dez anos a vida de vários alunos. E fez varias análises muito interessantes.
Descobriu que os alunos com alto QI (quociente de inteligência), os CDF’s
conquistaram cargos e posições de prestígio, porém os carismáticos e
competitivos, como líderes de torcida e capitães dos times, que também eram
inteligentes, atingiram as maiores posições profissionais. Logo, só
inteligência técnica limita os profissionais. Devemos saber como lidar com as
pessoas. Os profissionais que tinham carisma e liderança tinham mais habilidade
para suportar pressão, para convencerem pessoas a os seguirem, eram mais
criativos e competitivos.
Muitas pessoas, algumas até talentosas, vivem por viver. É verdade que são
trabalhadoras e esforçadas, porém, se hoje só isso não basta, imagina daqui a
cinco anos? Administrar a sua carreira não será fácil!
Exatamente como uma empresa, o profissional tem que estar focado em três pontos
básicos: sobreviver, crescer e lucrar. Primeiro, a sobrevivência, que focará a
sua permanência no mercado. Isto é, condições de se manter financeiramente.
Depois, buscar se desenvolver, plantar para amanhã estar valendo mais do que
hoje. E lucrar, que é o ápice da carreira. Significa alcançar um estágio onde
você será referência para o mercado. Quer dizer que quando uma empresa precisar
montar uma equipe com os melhores profissionais, seu nome fará parte dela. É
para isso que você deve se preparar!
Neste exato momento você vai pensar em si próprio de uma forma diferente: Como
devo gerenciar minha marca para que ela se torne mais forte e valorizada no
mercado? Talvez fazendo com que o meu currículo seja jogado fora, para a partir
de agora criar um prospecto com todas as minhas habilidades e me planejar para
que ele esteja em contínua evolução.
Apaixone-se pelo que você faz, pois desta maneira você conseguirá atingir
níveis de produtividade máxima incomparável e será feliz como ninguém.
Desenvolva visibilidade, promovendo ou participando de eventos fora da empresa
que permitem que o profissional torne-se conhecido e valorizado dentro e fora
da sua empresa. Isto gerará pontos positivos, pois sua empresa será sabedora
que você é reconhecido no mercado e pela concorrência, portanto deve lhe cuidar
bem; e pelo fato de que podem surgir grandes oportunidades profissionais, pois
outras empresas poderão ver como você é competente.
Sérgio Ricardo Rocha - superintendente comercial da
Real Doctor Assistência Médica, diretor de treinamento da ADVB-RIO (Associação
de Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil - Seção Rio de Janeiro