Bovespa tem o melhor mês de janeiro dos últimos seis anos
Bolsa teve
valorização de 11,13% no primeiro mês do ano e liderou o ranking dos
investimentos; dólar ficou na lanterna
A Bovespa
teve o melhor janeiro dos últimos seis anos. O resultado do primeiro mês de
2012 (11,13%) só perde para a variação de janeiro de 2006, quando a
valorização foi de 14,73%. A alta colocou o investimento em ações no topo do
ranking de rentabilidades mensal. O dólar, por sua vez, assumiu a lanterna da
listagem, com queda de 6,63%.
Quem
acompanhou o desempenho dos investimentos no ano passado ficou surpreso com a
atual configuração do ranking. A Bolsa, por exemplo, perdeu 18,11% no
acumulado de 2011, enquanto o dólar ganhou 12,3% no ano. Tais números,
segundo especialistas, são importantes para que os investidores percebam o
tamanho da oscilação - e do risco - das duas modalidades de aplicação.
Um dos
motivos da reviravolta, dizem analistas de investimentos, é a melhora do
cenário externo. "As notícias vindas da Europa e dos Estados Unidos
melhoraram o humor dos mercados", comenta Fábio Colombo, administrador
de investimentos. Leandro Ruschel, diretor da
corretora Leandro & Stormer, concorda com
Colombo e acrescenta que a forte queda do ano passado também contribuiu para
esse fôlego no início do ano.
Há ainda
quem diga que janeiro é um mês que costuma ser positivo. "Há uma certa boa vontade dos investidores por ser início de
ano. É um movimento psicológico", emenda André Massaro, educador
financeiro.
Ninguém se
arrisca a dizer se a alta da Bovespa vai continuar. Para Colombo, que tem
perfil mais conservador, é hora de o investidor iniciar vendas gradativas dos
papéis para embolsar esse lucro. Ruschel, que tem
apetite ao risco, sugere que estratégias mais elaboradas sejam feitas pelos
investidores. Massaro prefere não indicar um caminho, mas deixa o alerta:
"O panorama mundial não é dos melhores. As coisas podem piorar de uma
hora para outra e, se isso ocorrer, a Bolsa também irá para baixo."
A
rentabilidade de todas as aplicações da renda fixa, por sua vez, superaram a inflação medida
pelo IGP-M (0,25%).
Autor(es): ROBERTA SCRIVANO
O Estado de S. Paulo - 01/02/2012
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