Guia do Investidor
Guia do Investidor
Poupar, esta é a palavra chave.
Poupar não é fácil, exige sacrifício, implica em renunciar ou postecipar um desejo, um prazer.
Poupar significa abrir mão de consumo no presente, trocando-o por riqueza no futuro.
Lembre-se: não há investimento sem poupança.
Investir é uma atividade de compra de um produto, similar a quando você compra uma peça de vestuário, ou um pacote de viagem, etc. Quando você compra uma calça, verifica preço, qualidade, cor, tamanho, moda, ...; se a compra for de uma semana no nordeste, você vai analisar preço, acomodações, atrações, o que levar na mala, .... Percebeu ? para cada tipo você verifica coisas diferentes.
E se a compra for de um produto de investimento ? É sobre os aspectos que você deve verificar e analisar, que falaremos a seguir.
Conheça seu limites
1- Faça uma análise de sua situação financeira e patrimonial. Reveja seu orçamento, identifique gastos que podem ser reduzidos ou eliminados.
2- Conheça seu perfil de tolerância a riscos. Cada pessoa tem suas características próprias, que mudam com o tempo, e são influenciadas pela sua formação, sua idade, sua situação. Seu investimento deve proporcionar-lhe satisfação, não gerar-lhe preocupação.
3- Determinação: você vai precisar ser persistente, não esmorecer quando enfrentar contratempos que sem dúvida ocorrerão.
Defina seu(s) objetivo(s)
Vou investir para que ? por quanto tempo ? quanto desejo acumular ?
Você deixou de comprar aquele objeto de desejo, é natural que defina o que quer em troca.
Poderá ser o pagamento de uma dívida, a compra daquele objeto de desejo daqui a algum tempo, formar uma reserva de contingência, poupança para compra de imóvel, reserva para aposentadoria, etc.
Informe-se
A Internet democratizou informações antes somente acessíveis a profissionais de investimentos e grandes investidores. Pesquise sobre o mercado, os produtos disponíveis. Leve em conta, os aspectos tributários dos produtos, seu prazo de vencimento – necessidade de reaplicação -, o emitente do título – CDB, ação, etc -, o administrador de sua carteira, sua política de investimentos e estratégia – caso de fundos de investimento.
Consultores de investimento isentos podem ser muito úteis neste momento.
Em nosso site você encontra material detalhado sobre investimentos e previdência. Também poderá utilizar o Consultor enviando-nos suas dúvidas via e-mail.
Selecione os produtos com base nos riscos envolvidos – leve em conta o seu perfil -, monte seu portfólio – carteira de investimentos - adequado às suas necessidades e objetivos.
A carteira de investimentos ótima deverá apresentar a melhor relação risco/retorno ou custo/benefício possível.
Aspectos relevantes
1- Rendimento, retorno : representa o quanto você ganha, ou perde, seja na venda – caso típico das ações – ou ao longo do tempo – caso de dividendos, juros, aluguel de imóvel.
2- Risco: é o grau de incerteza quanto ao investimento, tanto no aspecto de rentabilidade – (oscilação de taxas de juros, de condições do mercado) -, quanto no de crédito – (possibilidade do investimento não ser honrado pelo emissor).
3- Prazo: é o tempo até a data do vencimento – caso de títulos -, e a possibilidade de resgate ou liquidação antecipados – é o caso de fundos de investimento, planos de previdência -. Quanto a conceitos, a- curto prazo: até 1 ano; b- médio prazo: mais de 1, menos de 5 anos; c- longo prazo: mais de 5 anos.
4- Liquidez: é a facilidade com que se pode converter um investimento em dinheiro vivo, pelo valor de mercado. Imóveis e ações pouco negociadas, tem pouca liquidez; blue chips, títulos e fundos, tem boa liquidez.
5- Diversificação: "não ponha todos os ovos na mesma cesta". Por traz desta regra de ouro estão sólidos argumentos técnicos: a- assegurar retorno aceitável b- garantir liquidez c- reduzir riscos.
6- Compreensão: entenda todos os mecanismos de funcionamento do produto escolhido: as variáveis de mercado que o afetam, as modalidades de investimento e liquidação, os impostos incidentes, etc.
7- Correlação: há uma relação direta entre prazo, risco e rentabilidade: para maior prazo, exige-se melhor remuneração, para maior risco também se requer taxas maiores.
8- Acompanhamento: investir não se resume em aplicar corretamente, exige que você acompanhe periodicamente o desempenho de seus investimentos, mantenha-se informado sobre o mercado, reavalie estratégias, racionalmente, sem precipitação.
Prazer
O acúmulo de riqueza não significa possuir mais liberdade ou prazer, mas o como lidamos com ela é que nos propiciará esses sentimentos. Com o hábito da prática de investir haverá um ganho qualitativo para o investidor, com benefícios pessoais e materiais.
Fórmula do sucesso:
PRAZER = ( VALOR x TAXA x PRAZO ) ( QUALIDADE DE VIDA )
Benigno Ares - economista
Links Relacionados
Consórcio |
Você tem perfil para investir em ações ? |
O que é risco e como ele afeta seus investimentos |
Guia do Investidor |
Como analisar a performance de um fundo ? |
Perfil do investidor está escrito no DNA |
Qual investimento você me recomenda? |
BM&FBOVESPA inicia negociação da primeira família de fundos de índice iShares |
Atributos dos Investimentos: O que priorizar? |
A importância da diversificação dos seus investimentos |
Clube dos Investidores |
Portfólio - revisar é preciso
|