Line $ Invest - Fundos Line $ Invest - Ações Line $ Invest - Tendências Line $ Invest - Notícias

Email:
Senha:
* Esqueci minha senha ?
* Cadastre-se

Saúde Financeira

Nosso programa visa a qualidade de vida dos funcionários e o aumento do lucro da empresa



Avaliação Financeira
G R Á T I S



Dr. Previdência        


LIVROS


Veja nossas indicações
e vá direto à Livraria


Planejamento Financeiro

O que é? como fazer?


Reclamações
Veja o Ranking dos bancos mais reclamados


Histórico de taxas
Veja a evolução mensal e anual dos principais indicadores


Empréstimos
Veja a evolução das taxas dos principais tipos de empréstimos


Fundos
Veja o patrimonio líquido e a rentabilidade, por categoria de fundo


Previsões
2012 e 2013

Veja as previsões para os principais indicadores

Invertia        
FINANCENTER Serviços
Planejamento Financeiro
Calculadoras
Investimentos
Empréstimos e Financiamentos
Indicadores Financeiros
Novidades no Financenter
Guia Profissional
Ranking
Dicas
Previdência
Cartões de Crédito
Imóveis
Consumidor
Notícias
Anuncie
Ajuda
Mapa
Fale Conosco
Busca
>> Dicas >> Consumidor >> Cresce parcela da renda para pagar dívidas


Cresce parcela da renda para pagar dívidas


De dezembro de 2010 para dezembro de 2011, porcentual saltou de 19,8% para 22.7%

Em recente relatório, o banco aponta que o comprometimento da renda é provavelmente uma das causas do aumento da inadimplência (mais de 90 dias) da pessoa física de 5,8% no primeiro trimestre de 2011 para 7,6% em janeiro e fevereiro de 2012. A inadimplência em alta, por sua vez - a média desde junho de 2000 é de 7% -, aumenta a percepção de risco dos bancos, o que pode ter impactos nos spreads e nos volumes de crédito concedidos.

"O cenário mais provável hoje é a expansão do crédito à pessoa física ser menor e o comprometimento de renda com juro e amortização tende a aumentar", resume Nilson Teixeira, economista-chefe do Credit Suisse.

No relatório, o banco alerta que qualquer recuo do alto comprometimento da renda das famílias com juros e amortização do crédito pessoal depende da redução dos spreads bancários e do aumento do prazo médio das operações. Além disso, nota que a alta inadimplência pode dificultar a aceleração do crédito nos próximos meses, reduzindo as chances de uma retomada econômica mais forte no curto prazo.

Para dezembro de 2012, o Credit Suisse projeta que o comprometimento da renda das famílias com o serviço do crédito pode variar entre uma ligeira queda e um forte aumento. No melhor cenário, ele recua para 22,4%. Mas isso supõe a redução dos juros médios de cada modalidade da pessoa física para o nível de outubro de 2010, o menor da história, e uma elevação do prazo médio da mesma dimensão da ocorrida em 2008.

Num cenário menos otimista, com estabilidade dos juros e do prazo médio de todas as modalidades no nível do fim de 2011, o comprometimento daria mais um salto, para 23,7% da renda em dezembro de 2012.

Em fevereiro, mesmo com a trajetória de queda da Selic (juro básico), a taxa média anual dos empréstimos a pessoas físicas subiu de 45,1% para 45,4%.

Carlos Kawall, economista-chefe do banco J. Safra, recorda que "a taxa de juros e os spreads (do crédito à pessoa física) subiram violentamente quando o BC adotou as medidas macroprudenciais no fim de 2010".

Posteriormente, ele acrescenta, essas taxas iniciaram um movimento de queda, mas ainda estão em nível bem superior ao do fim de 2010. Ele observa ainda que o crescimento da inadimplência das famílias em 2011 aconteceu mesmo com um mercado de trabalho espetacular e a renda em alta.

Para Kawall, "houve um excesso na concessão de crédito para a pessoa física e agora a gente vive um pouco a ressaca, o que limita o potencial de crescimento da economia no curto prazo".

O economista Samy Dana, doutor em Administração e professor da Escola de Economia de São Paulo (EESP) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), especialista em finanças pessoais, observa que o Brasil tem um dos maiores spreads (diferença entre os juros de captação do banco e dos empréstimos) do mundo. Combinadas com a falta de educação financeira dos brasileiros, as altíssimas taxas das linhas de crédito contribuem para os excessos.

"As pessoas não sabem usar o crédito de forma saudável, e pensam muito no valor da parcela, sem questionar os valores totais", diz Dana.

Um exemplo de como os brasileiros se enredam com crédito excessivo é o do músico Gilberto de Syllos, 44 anos, que foi assessorado por Dana para sair da armadilha de um cartão de crédito que subiu de contas mensais de R$ 300 para R$ 11 mil. Contando outras linhas, ele chegou a dever R$ 20 mil.

"Quando vi que estava pagando no cartão R$ 1.800 de juros, isto é, de nada, eu vi que tinha de dar um jeito", diz Syllos, que toca contrabaixo, mora entre São Paulo e Campinas e dá aula na Faculdade de Música Souza Lima, nos Jardins. Sana o orientou a priorizar a quitação da dívida cara do cartão, o que ele conseguiu fazer no fim do 2011.

Um dos sinais preocupantes da evolução recente do crédito é justamente que as modalidades mais caras, como cheque especial e cartão de crédito, tiveram um impulso maior do que o crédito para a aquisição de veículos, que é uma linha mais barata com papel importante no boom de empréstimos à pessoa física nos últimos anos. As concessões de crédito imobiliário recuaram desde dezembro, mas depois de forte salto a partir de setembro.

A média diária de concessões de crédito para aquisição de veículos caiu de R$ 436 milhões em novembro de 2011 para R$ 381 milhões em fevereiro, e o nível atual é praticamente o mesmo do início de 2011. Já a média diária do cheque especial caiu de R$ 1,310 bilhão para R$ R$ 1,229 bilhão entre outubro e dezembro, mas voltou a subir para R$ 1,264 bilhão em fevereiro. Em janeiro de 2011, ela estava em R$ 1,141 bilhão.

Fernando Dantas,
O Estado de S. Paulo – 01/4/2012




JOVENS VÃO ÀS COMPRAS E AFUNDAM EM DÍVIDAS | O microcrédito cria pobres endividados | Cuidado! consumidor compulsivo | Consumo de famílias deve crescer 13,5 % este ano | Uma cartilha mais que importante | Menos camelôs nas ruas | Comprar ou poupar? | Classe D agora tem plano de saúde e seguro de vida | Brasileiros estão próximos do limite de endividamento | Sites de compra coletiva são alternativa para proteger o bolso | Para gastar sem culpa e investir (praticamente) sem erro | Aumenta o percentual de famílias com contas em atraso | Na disputa de preços, internet leva vantagem | Venda online é via de mão dupla | Número de milionários no Brasil vai dobrar até 2016 | Dados grávidos | Inadimplência de veículos dobra e bancos já apertam o crédito | Sete dicas para evitar o descontrole financeiro | Classes D e E puxaram compras em 2011 | Cresce parcela da renda para pagar dívidas

VoltarTopo da PáginaImprimir

Termos de Uso - Aviso Legal
Copyright © 2001-2009 Financenter - Todos os direitos reservados.