Line $ Invest - Fundos Line $ Invest - Ações Line $ Invest - Tendências Line $ Invest - Notícias

Email:
Senha:
* Esqueci minha senha ?
* Cadastre-se

Saúde Financeira

Nosso programa visa a qualidade de vida dos funcionários e o aumento do lucro da empresa



Avaliação Financeira
G R Á T I S



Dr. Previdência        


LIVROS


Veja nossas indicações
e vá direto à Livraria


Planejamento Financeiro

O que é? como fazer?


Reclamações
Veja o Ranking dos bancos mais reclamados


Histórico de taxas
Veja a evolução mensal e anual dos principais indicadores


Empréstimos
Veja a evolução das taxas dos principais tipos de empréstimos


Fundos
Veja o patrimonio líquido e a rentabilidade, por categoria de fundo


Previsões
2012 e 2013

Veja as previsões para os principais indicadores

Invertia        
FINANCENTER Serviços
Planejamento Financeiro
Calculadoras
Investimentos
Empréstimos e Financiamentos
Indicadores Financeiros
Novidades no Financenter
Guia Profissional
Ranking
Dicas
Previdência
Cartões de Crédito
Imóveis
Consumidor
Notícias
Anuncie
Ajuda
Mapa
Fale Conosco
Busca
>> Previdência >> Artigos >> Tente imaginar que você se encontra na véspera do dia em que vai pendurar as chuteiras.
Tente imaginar que você se encontra na véspera do dia em que vai pendurar as chuteiras.

Todos repetem e, você inclusive está cansado de ouvir, que nos encontramos em um mundo bastante diferente  daquele de nossos pais e avôs.

Ao contrário do que atualmente comumente é ouvido de que agora é a vez do Brasil e de que nos encaminhamos rapidamente para sermos um país plenamente desenvolvido e, em sua imaginação você   interpreta  esta onda de  ufanismo como significando de que você, seus familiares e amigos finalmente vão ser ricos ou pelo menos terão uma vida mais confortável,  para seu próprio bem, a seguir vou tentar frear  esta  sua potencial euforia.

Não pensem que o Frankenberg tende a ser pessimista. Estou sendo realista, pois lembro bem as lições de “História Universal” que aprendi pelos anos afora!

É por essa e outras razões que prefiro colocar uma pitada de realismo neste seu otimismo. Você pode    acabar pensando que a futura  transformação do Brasil vai lhe beneficiar automaticamente e de que  nada irá depender de seu próprio envolvimento. Lamento desiludi-lo!

Graças à mais moderna medicina, a expectativa de vida  aumentou enormemente  no mundo todo, inclusive no Brasil.

De acordo com o IBGE, aos que hoje já possuem 60 anos  terão em média mais 22 anos de vida e aqueles que já alcançaram 70 anos terão em média mais 17 anos de sobrevida.

Por esta única razão e tomando cuidado com alguns imprescindíveis fatores como saúde, alimentação e  mantendo uma vida ativa  física e mentalmente,  você caro leitor poderá chegar  com bastante probabilidade aos 80 a 85 anos e você  cara leitora, aos 90 a 92 anos de idade.

Esses números significam que se você parar de trabalhar ativamente, digamos aos 60 anos, sendo homem, terá outros 20 a 25 anos pela frente  e 30 a 32 anos se for mulher.

Por que, então, desejo induzir que  imagine  se encontrar na  véspera do dia em que vai  parar de trabalhar?

Vou abreviadamente explicar algumas razoes,  pois sei o que ocorreu e continua ocorrendo com muitos dos meus clientes e ex clientes.
Mais outra razão da minha insistência em alertar é que  desde 1990 leio muito a respeito do assunto em órgãos especializados do mundo inteiro e que   estão sinalizando grande preocupação com o financiamento da aposentadorias das suas populações.

O fator mais relevante que desejo enfatizar é que uma imensa quantidade de pessoas   pertencentes às classes média e alta não terão  fontes suficientes de renda para manter seus padrões de vida.

Aproximadamente 70% a 80%  dos executivos * ( pense nas classes A e B) com quem mantive ou  continuo mantendo alguma forma de vinculação, tiveram que reduzir drasticamente  seus orçamentos de despesas, alguns   tendo até que mudar de moradia e  outros passando para alguma classe sócio econômica  mais baixa do que  aquela a que estavam acostumados a estar quando pararam de trabalhar ou mesmo após um pequeno lapso de tempo.

*( percentual tirada da minha memória após refletir bastante a respeito, pois alguns já faleceram e   outros com o passar do tempo perdi contato)

Viúvas de alguns  ex clientes  executivos de diversas empresas nacionais ou  multinacionais, em algum momento vieram a mim para se consultor e (eu sabendo o quanto haviam  ganho os maridos em vida, pois fazia o imposto de renda deles)    para meu espanto descobria que a única fonte de renda realmente confiável  e periódica delas era a pensão do INSS ou então de algum fundo de pensão vindo do estrangeiro para alguns poucos. A maioria teve que alterar completamente seu estilo de vida para sobreviver.

Como acredito que  parte importante dos meus  leitores, provavelmente ainda são jovens e de que a maioria irá depender unicamente da pensão do INSS por pertencerem a empresas da iniciativa privada, vocês irão receber como um máximo, 10 salários mínimos porém  provavelmente até menos  quando  pendurarem as chuteiras.    

Devido a minha própria experiência   confesso que este montante mensal geralmente termina  sendo muito menor que a expectativa da gente e de que  a renda mensal  efetivamente recebida é   absolutamente insuficiente para  levar o mesmo estilo de  vida que se costumava ter anteriormente à aposentadoria.

Infelizmente as instituições financeiras que atualmente operam com planos de aposentadoria complementar não são suficientemente esclarecedoras  em prever quanto você irá receber mensalmente. (e nem tem como!) Afinal  qual será a taxa inflacionária daqui a 10,15, 20 ou 25 anos ou seja, qual será  a perda de valor aquisitivo por ocorrer à nossa moeda? O mencionado fator tem importância  fundamental para alguém    se conscientizar  das conseqüências   e  se prevenir em tempo.

Adicione ao fator inflacionário anterior que você e as entidades de previdência complementar somente reconhecerão o quão prejudicial será  este fator por ocasião do pagamento da futura pensão mensal após inúmeros anos de acumulação de capital e do desconto das taxas de administração (carregamento) além dos tributos incidentes sobre os investimentos e de parte da renda  mensal que será  tributada  por ocasião da declaração anual do contribuinte.               
Em suma, sua futura renda periódica, caro amigo e amiga,  será um ponto de interrogação, que dependerá demasiadamente de fatores  desconhecidos (incógnitas).  ?          No afã de tentar lhe convencer da necessidade de iniciar algum plano complementar de aposentadoria     inúmeras entidades de previdência privada preparam  levantamentos  e  fazem simulações, pois será mais fácil convencer a clientela com algumas cifras apetitosas, ao invés de responder a sua indagação com um simples “nós não sabemos quanto você irá receber daqui a  X  anos”.

Uma dessas entidades em sua atrativa brochura fornece exemplos do que pode ocorrer   com 180  contribuições mensais de R$ 600,00  (15 anos) e a taxas  de rentabilidade de 6%, 8%, 9% e 10%  ao ano;  nela é possível   visualizar valores acumulados de, R$ 167 mil, R$ 197 mil, R$ 214 mil e R$ 233 mil. A brochura  em sua tentativa de ser honesta cita  que a taxa  de  carregamento em   cada contribuição   de R$ 600,00 é de 3%. Tudo é matematicamente correto mas,  não está embutida a corrosão acumulada da moeda durante 15 anos e nem  o fato a ser considerado se daqui a 15 anos ainda será possível com realismo obter-se um rendimento de digamos 10% ao ano para os investimentos. Provavelmente não.

A experiência com minhas próprias finanças, mas também com a da clientela que servi pelos anos afora, me leva a concluir que sempre é melhor considerar a rentabilidade mais baixa como aquela que você irá  receber com maior probabilidade e  jamais a  mais elevada.

Mesmo a taxa mais baixa de 6%,  indicada acima,  no cálculo da mencionada  entidade de previdência  nacional, provavelmente ainda é demasiada elevada e talvez fosse melhor se pensar em 3% ou 4% ao ano como as mais  provavéis
Sou autor do livro “Seu Futuro Financeiro”, que em 1999 foi pioneiro em nosso país na divulgação do planejamento financeiro pessoal, livro que por inúmeros anos vendeu muito bem, mas agora está esgotado. Pois bem, toda a página 243 do referido livro  é dedicada à uma tabela na qual cito como é  possível e muito fácil dilapidar integralmente um elevado capital.

São citados capitais acumulados que vão desde R$ 10 mil até R$ 2 milhões, considerando um rendimento anual de 7% com pagamento de juros trimestrais que desconsideram os fatores inflação e imposto de renda. Portanto se assemelham muito em como se formam os capitais acumulados  dos atuais  PGBL e VGBL. Através da tabela, procuro mostrar como é fácil perder o poder de compra deste capital, mesmo a um rendimento significativo de 7%, e que  para se esgotar integralmente o dinheiro acumulado, basta gastar um pouco mais do que possa ser considerado prudente...

A tabela a seguir mostra quanto é possível “gastar ou queimar” por mês até esgotar ou zerar  o capital  que havia sido acumulado durante  10, 15, 20 ou 25 anos.

Da referida tabela vou citar apenas um montante bastante elevado de R$ 1 milhão acumulado, para você entender aonde desejo chegar ou seja, demonstrar a facilidade com que nós, ao nos considerarmos ricos, gastamos cifras mensais demasiadamente elevados para chegarmos ao fim do período  considerado  ao ponto de não possuir mais  nenhum capital!

Vamos lá repetindo capital inicial R$ 1 milhão – rendimento 7% ao ano;

- Para dilapidar  este dinheirão em 10 anos, você pode gastar R$ 11.600  mensais

- Para dilapidar  este dinheirão em 15 anos, você pode gastar R$   8.960  mensais

- Para dilapidar  este dinheirão em 20 anos, você pode gastar R$   7.720  mensais

- Para dilapidar  este dinheirão em 25 anos, você pode gastar R$   7.040  mensais

- Para manter o capital original intacto você pode gastar         R$ 5.850 mensais 

Você prefere  ser mais modesto, faça então seus próprios cálculos dividindo todos os valores por 2, 3 ou 4 que resultarão em rendimentos mensais proporcionalmente menores.

 

     Eu    quero que esta tabela serva de alerta para que pelo menos  tomem algumas medidas preventivas, ainda quando jovens, que certamente   resultarão em uma   vida mais  confortável e tranquila com mais recursos  para não terem    sobressaltos na velhice.  

De sobremesa mais alguns conselhos;

Pouquíssimas  pessoas, segundo estudos feitos, chegam à idade de se aposentar e possuindo   suficiente capital  e/ou fontes de renda  para não precisarem continuar trabalhando.  

Lembre-se que durante todos estes anos, além poupar para a aposentadoria,  você não pode   esquecer sua alimentação, de ter lazer, de adquirir sua própria moradia, seu veiculo, de dar a melhor educação possível aos seus dependentes, e ainda ter de pagar os elevados   impostos incidentes sobre todos esses itens.   

Acostume-se, desde logo, a gastar mensalmente um pouco menos do que ganha e invista em   plano de aposentadoria, ações, poupança e outros investimentos. A formiga e o esquilo, mesmo sendo considerados irracionais, sabem que é prudente guardar  alimento para o inverno (futuro)!

Lembre-se sempre, você tem apenas  um limitado número de anos para fazer um pé de meia, geralmente, não mais de 30 anos, dependendo é claro da sua idade atual.

Sempre reflita muito bem à quem você vai entregar seu rico dinheirinho, pois  a entidade financeira escolhida deve continuar existindo quando você, futuramente  tiver de se apoiar integralmente nela.


Com um forte abraço e até o próximo blog!

        

Louis Frankenberg,CFP® - 02-05-2011
Blog: http://www.seufuturofinanceiro.blogspot.com/ 





Idosos se libertam da ditadura do INSS | Tente imaginar que você se encontra na véspera do dia em que vai pendurar as chuteiras. | O preço da longevidade | Os cuidados com os modelos de previdência privada | É hora de pensar no futuro | Idoso investe aposentadoria e eleva renda | VGBL pode ser opção para herança | Envelhecimento: construa seu futuro | Expectativa de vida no Brasil passa para 73,4 anos, diz IBGE | A relevância da previdência e a tentação do consumo fácil | Site permite comparação de planos de previdência

VoltarTopo da PáginaImprimir

Termos de Uso - Aviso Legal
Copyright © 2001-2009 Financenter - Todos os direitos reservados.