A CAIXA abriu linha de financiamento destinada à classe média para aquisição de imóvel residencial novo
O CODEFAT (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador) aprovou, em novembro último, a criação do Programa FAT-Habitação, uma proposta do governo para que a Caixa Econômica Federal pudesse retomar os financiamentos habitacionais às famílias com renda acima de R$ 2000,00, suspensos em 31 de agosto de 2001. O FAT vai destinar R$ 1 bilhão em recursos para serem aplicados nesses financiamentos.
Os recursos serão liberados em parcelas de R$ 200 milhões por meio de depósitos especiais do Fundo na Caixa. A distribuição regional dos recursos acompanhará o déficit habitacional levantado pelo IBGE.
A exemplo de outros programas apoiados pelo FAT, este também garante o reembolso ao Fundo nas mesmas regras de remuneração.
Pela proposta, a Caixa vai oferecer três linhas de financiamento voltadas para as famílias com renda acima R$ 2 mil. O limite máximo de financiamento será de R$ 180 mil para imóveis com valor máximo de avaliação de R$ 300 mil.
A primeira linha, que pode ter até 80% dos recursos totais, é destinada à compra de imóvel na planta e prevê a liberação dos recursos de acordo com a evolução da obra. Neste caso, os juros cobrados serão de TJLP, mais 4% ao ano.
A segunda é voltada para imóveis individuais e vai beneficiar quem pretende construir o próprio imóvel. Os juros são iguais aos da primeira linha, com a liberação de recursos também seguindo a evolução da obra.
Na última modalidade de empréstimo, específica para aquisição de imóvel novo (pronto há até seis meses), o desembolso dos recursos será feito de uma só vez, e os juros cobrados do mutuário serão de TJLP mais 5,5% ao ano. Nesta linha, procurou-se garantir um benefício para as pequenas construtoras, que só conseguem vender o imóvel depois de pronto. Tanto para imóvel novo, como para construção de imóvel individual poderão ser alocados até R$ 300 milhões dos recursos em cada uma dessas duas linhas.