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Opções à caderneta de poupança para o pequeno aplicador

Por favor, se puder me ajudar em uma dúvida... faz muitos anos que tenho caderneta de poupança, não sou declarante de imposto de renda e gostaria de investir / poupar em uma opção melhor que a poupança. Tenho uma renda mensal inferior a dois salários mínimos. Nesse caso, qual é o melhor investimento para eu ter um retorno melhor?

 Valter Police Junior, CFP: A caderneta de poupança é o investimento mais tradicional do brasileiro. A excelente segurança, ótima facilidade de acesso e a boa liquidez, além da isenção do imposto de renda, transformam a poupança em um investimento bastante interessante para o curto prazo. Seu rendimento é de 0,5% ao mês mais a TR (Taxa Referencial).

No atual nível de juros do mercado, no entanto, a poupança perde em rentabilidade bruta para a maioria dos fundos de investimento de renda fixa.

Porém, graças à isenção do imposto de renda, a poupança ainda é bastante competitiva para o curto prazo (até 12 meses), já que os rendimentos brutos dos investimentos em fundos de renda fixa terão retidos 22,5% para resgates em menos de seis meses e 20% até 12 meses a título de imposto de renda.

Assim, vemos que a caderneta de poupança é indicada para o curto prazo, tornando-se ideal para a guarda do dinheiro que se pretende utilizar em prazo menor do que um ano e para a reserva de emergência (algo entre seis - profissionais CLT - e doze - autônomos - vezes o seu custo mensal familiar), recomendada como a primeira aplicação dentro de um planejamento financeiro pessoal.

Apenas quando sua poupança chegar a um valor que atinja esse montante deve-se pensar em diversificar os investimentos, já que haverá um horizonte de prazo maior. Nesse ponto, no entanto, para essa faixa de renda, você poderá ter dois complicadores, que são as taxas de administração dos fundos e os valores mínimos de aplicação inicial.

Essas taxas são geralmente muito altas quando os valores aplicados são pequenos e vão corroer uma parte importante de seu rendimento. Além disso, os valores mínimos iniciais criam uma barreira de entrada aos investidores que não dispõem de muito capital.

Para os investimentos diretos em ações, indicados para o longo prazo, serão cobradas taxas de corretagem que contêm valores fixos e que serão proporcionalmente muito altos, reduzindo também a possibilidade de obtenção de ganhos interessantes.

Uma boa alternativa são os fundos administrados por gestores fora do circuito dos grandes bancos, que podem ser encontrados junto às diversas corretoras do mercado. De forma geral, esses fundos têm taxas de administração significativamente mais baixas, bem como valores iniciais exigidos também menores. Para fundos de renda fixa, não aceite taxas acima de 1,5% ao ano e para renda variável, de 2,5% ao ano.

Outra ótima opção para investimentos de pequenos valores, com riscos baixos, boa liquidez e rentabilidade interessante são os títulos do tesouro direto, emitidos pelo governo federal. Basta você se cadastrar em uma corretora de valores habilitada pelo Tesouro (você encontra a lista no site www.tesourodireto.gov.br) e poderá investir de forma rápida, prática e segura. Mas preste bastante atenção às taxas cobradas por essas corretoras. Algumas não cobram corretagem alguma, apenas a taxa de custódia, que é fixa para todas - 0,4% ao ano. Portanto, pesquise bastante antes de decidir por uma corretora.

No tesouro direto, você poderá comprar uma fração de um título (mínimo de 0,2 título), o que permite investimentos iniciais mínimos por volta de R$ 150,00 . Você encontrará títulos pré-fixados (LTN e NTN-F), indexados ao IPCA (NTN-B), ao IGPM (NTN-C) e à taxa Selic (LFT).

Tanto aqui como no caso dos fundos vale a regra da diversificação. Então, pouco a pouco, monte um portfólio com os títulos do governo ou com os fundos que você escolheu, preferindo os pós-fixados para o médio prazo (1 a 5 anos) e os pré-fixados e de ações para o longo prazo (acima de 5 anos).

Autor(es): Valter Police Junior,CFP
Valor Econômico - 31/05/2010 





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